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Nova resolução ambiental acelera licenciamento da CGH Nova Geração em Toledo

  • Foto do escritor: Milton Wells
    Milton Wells
  • 17 de jan.
  • 2 min de leitura
Rio São Franscisco Verdadeiro, Toledo (PR)
Rio São Franscisco Verdadeiro, Toledo (PR)

A CGH Nova Geração, de 1,6 MW de potência, uma das quatro CGHs vencedoras do Leilão A-5 do ano passado, localizada no rio São Francisco Verdadeiro, próximo ao município de Toledo (PR), teve como base um inventário produzido em 2016, o qual irá resultar em uma usina que aproveita uma queda d’água natural para a produção de eletricidade.


O projeto, que prevê investimentos de R$ 18 milhões e será viabilizado financeiramente por uma composição de 50% de recursos próprios e os outros 50% captados por meio de financiamento, teve origem na iniciativa de seu proprietário, Tarcísio Hubner, ex-vice-presidente do Banco do Brasil na área do agronegócio, com passagem pelo banco Maggi.

 Inicialmente idealizado para o segmento de Geração Distribuída (GD) a partir de uma área de posse da família, o empreendimento foi expandido para a margem oposta e redirecionado para o mercado regulado após análises de custo-benefício e anúncio do Leilão A-5, contando com o apoio técnico das empresas Prime do Brasil e Fluz Engenharia.


A trajetória do projeto, que começou em 2020, avançou significativamente a partir de março de 2021 com a adoção da Resolução Sedest nº 09/2021. Essa atualização administrativa permitiu a substituição do antigo Relatório Ambiental (RAS) pelo Plano de Controle Ambiental (PCA), simplificando o licenciamento e garantindo maior celeridade, sem comprometer o rigor na mitigação de impactos.


 Tecnicamente, a usina baseia-se em um inventário de 2016 e foi estruturada sob o conceito de "aproveitamento ótimo", segundo a consultoria Cia. Ambiental, a fim de integrar o barramento e o arranjo físico ao meio ambiente com a menor interferência possível – a área alagada fica aquém de 1 hectare.


Característica

A principal característica ambiental da CGH é a ausência de reservatório de regularização, o que significa que toda a vazão utilizada é imediatamente devolvida ao leito do rio, mantendo o regime hídrico natural e focando em impactos pontuais para evitar danos às Áreas de Preservação Permanente (APP). Para a execução física, a proximidade com o município de Toledo favorece a logística de instalação e manutenção. O planejamento prevê o uso de canteiros provisórios em contêineres para dar suporte inicial à obra, evoluindo para estruturas definitivas conforme o cronograma.


A obra tem data de início prevista para maio de 2028, com conclusão em janeiro de 2030 e será executada em duas etapas, utilizando adufas de desvio e ensecadeiras para permitir  trabalho leito do rio  a seco, garantindo a segurança estrutural do barramento de concreto. Está prevista a utilização de turbinas tipo Kaplan, ideais para a queda líquida de 9,20 metros projetada, assegurando alta eficiência, mesmo com variações na vazão.


A operação será totalmente automatizada, com sistemas de supervisão que controlam o fluxo de água sem necessidade de intervenção humana constante, reduzindo custos operacionais.

O empreendimento marca o primeiro investimento de Hubner no setor elétrico.



 
 
 

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