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Hidroenergia projeta alta de 30% em 2026 impulsionada pelo Leilão A-5

  • Foto do escritor: Milton Wells
    Milton Wells
  • há 13 horas
  • 2 min de leitura
Rafael Kieling, CEO da Hidroenergia
Rafael Kieling, CEO da Hidroenergia

Após consolidar um crescimento de 25% no último ano, a Hidroenergia, de Ijuí (RS), estabeleceu uma meta de expansão acima de 30% em 2026, amparada tanto nos contratos já firmados quanto no pipeline em desenvolvimento.


Segundo Rafael Kieling, CEO da empresa, o Leilão A-5, de agosto do ano passado, impulsionou reflexos concretos. Em um intervalo relativamente curto, os projetos progrediram: alguns iniciaram a fase de engenharia, enquanto outros já foram alocados para o planejamento de produção de 2026.


Todavia, ele reitera que esse movimento não nasceu do zero. Com 37 anos de mercado, a empresa cultiva uma relação contínua com os principais investidores e empreendedores do setor. Nessa linha, muitas das propostas que hoje amadurecem tiveram origem em negociações de longa data, que foram alavancadas após o leilão, assinala.


Além de contratos fechados, Kieling destaca que a empresa conduz estudos técnicos e gerencia uma agenda significativa de novas oportunidades em prospecção. “O resultado do A‑5 não só chancelou nossas expectativas como deflagrou um ciclo consistente de expansão. E estamos preparados para responder com qualidade, escala e previsibilidade”.


Inovação

Sobre a aplicação da Inteligência Artificial (IA), o empresário esclarece que, com os recursos hoje disponíveis, a tecnologia integra o horizonte da empresa e a prática da engenharia. “Sempre direcionamos inovação às necessidades reais das usinas, e cada novo projeto incorpora avanços em automação, integração de sistemas e análise de dados”, relata.

Como exemplo, ele aponta o Regulador Integrado de Velocidade e Tensão (RIVT), que centraliza, em um único módulo, funções de controle antes separadas, além de otimizar a usina para um nível maior de digitalização e confiabilidade.


A Hidroenergia também executa um projeto de P&D em automação, em parceria com a Unijuí e recursos da Finep. Seu foco é potencializar a inteligência operacional das unidades, expandir a capacidade de monitoramento em tempo real e solidificar a integração entre sensores, sistemas de controle e plataformas de análise, explica o empresário.

“Nosso compromisso é viabilizar tecnologia de forma prática e eficiente, alavancando a previsibilidade, minimizando custos operacionais e ampliando a disponibilidade das unidades. Todo esse conjunto também fomenta o aumento da geração de energia, ao maximizar a operação e substituir incertezas por decisões operativas precisas”, acrescenta.


Leilão de Reserva de Capacidade

A expectativa da Hidroenergia para o Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP), de março de 2026, é positiva. No entanto, o certame não é tratado como única âncora. “O que realmente importa é o movimento do setor se antecipando: empreendedores, consultores e integradores já nos acionam para consultas técnicas e estimativas de custo”.


Para Kieling, se o LRCAP se confirmar nos moldes propostos, viabilizará um passo importante para a retomada da indústria hidromecânica brasileira. “Independentemente do ajuste final da agenda, a Hidroenergia sustenta o preparo para atender o avanço que já está em curso. Operamos com um pipeline diversificado, que abrange projetos em andamento e oportunidades que se fortaleceram após o Leilão A‑5”.

 

 
 
 

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