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Electra planeja investir R$ 40 milhões para modernizar usinas cinquentenárias adquiridas da Copel

  • Foto do escritor: Milton Wells
    Milton Wells
  • há 6 horas
  • 3 min de leitura
PCH Chaminé
PCH Chaminé

Um ano após consolidar a aquisição de um lote de PCHs e CGHs da Copel, a Electra anunciou um robusto plano de investimentos para o próximo triênio. A companhia destinou um aporte de R$ 40 milhões para reabilitar, automatizar e potencializar as unidades. O movimento inaugura uma nova fase para os ativos, que agora enfrentam um processo de "rejuvenescimento" técnico para elevar o fator de disponibilidade e garantir a geração máxima de energia limpa.

Embora o parque gerador apresente idade média de 50 anos, as usinas sustentam um bom estado de conservação. "Não existem usinas em condição ruim; todas operam normalmente e vamos prosseguir com o retrofit conforme a necessidade", afirma o vice-presidente da empresa, Daniel Faller.


Essas plantas, segundo ele, serviram como base da eletrificação do Paraná: a CGH Pitangui, por exemplo, opera desde 1911, enquanto a PCH Chaminé (18 MW) impulsionou o crescimento de Curitiba entre as décadas de 30 e 60.

Faller ressalta que as turbinas permanecem preservadas devido à manutenção constante. Algumas máquinas mantêm rotores originais há mais de meio século. "Como foram projetadas para sistemas isolados e robustos, a operação atual em paralelo ao sistema nacional permite prolongar significativamente sua vida útil", explica.

Atualmente, a Electra executa a transição operacional. Ao longo de 2025, a equipe mapeou os itens críticos de segurança e investiu na melhoria imediata de componentes essenciais. A empresa também monitora a integridade das tomadas de água, comportas e condutos forçados — estes últimos através de medições por ultrassom — para prevenir a corrosão e mitigar o impacto do assoreamento natural dos reservatórios.

Para o futuro próximo, a estratégia foca em tecnologia de ponta. Enquanto algumas unidades já rodam de forma remota, por meio do COG da Coprel, a meta é concluir o ciclo de automação total e implantar sistemas de predição de falhas para eliminar gargalos. Além disso, a Electra já iniciou estudos para maximizar as usinas submotorizadas e aproveitar vazões sanitárias.

Ao final deste ciclo de três anos, a Electra planeja converter esse patrimônio histórico em ativos de alta performance, 100% digitais. "Em parceria com a Coprel, mantemos profissionais dedicados nas plantas para maximizar a eficiência operacional e a disponibilidade", conclui Faller.

PCH Chopim 1
PCH Chopim 1



 

 

Grupo utiliza usinas como baterias naturais

As pequenas hidrelétricas adquiridas  pela Electra junto à Copel foram as CGHs Pitangui, Salto do Vau, Melissa, Chopim I e Marumbi, as PCHs São Jorge, Apucaraninha, Chaminé, Cavernoso e Cavernoso II e UHE Guaricana.

A escolha por esses ativos, segundo o  presidente do Grupo Electra, Cláudio Fabiano Alves, se deveu à complexidade de tirar novos projetos do papel no Brasil. O setor hídrico enfrenta uma verdadeira "corrida de obstáculos" que envolve licenciamento ambiental, questões fundiárias, conexões e marcos regulatórios. Ao adquirir usinas já operacionais e maduras, a Electra pula essa fase de risco e foca na maximização.

Diferente de projetos modernos que operam a fio d’água, muitas dessas usinas possuem engenharia de décadas atrás, projetadas com capacidade de armazenamento e regularização. Essa característica permite que o grupo utilize as hidrelétricas como baterias naturais. Como essas plantas não são despachadas diretamente pelo ONS (Operador Nacional do Sistema), a Electra tem autonomia para decidir o momento de gerar energia, conclui.

 

 Parceria com a Coprel iniciou em maio de 2025

A Coprel (Cooperativa de Energia), de Ibirubá  (RS)  e o Grupo Electra, de Curitiba (PR) oficializam uma parceria estratégica em maio de 2025. A cooperação foca na prestação de serviços de automação, operação e manutenção (O&M) de usinas hidrelétricas, utilizando a expertise do Centro de Operação de Geração (COG) da cooperativa para maximizar o desempenho dos ativos da Electra.

Desde o início da parceria, a Coprel assumiu a operação total de ativos de grande porte, como a UHE Guaricana (34,0 MW) e a PCH Chaminé (18,0 MW). Diferente de um monitoramento passivo, o serviço prestado abrange a gestão completa, incluindo suporte em engenharia de telecomunicações, segurança do trabalho e manutenção especializada.

O COG da Coprel, que completou 16 anos de operação em 2025, consolidou-se como um hub tecnológico. Atualmente, o centro monitora 27 usinas hidrelétricas e 3 usinas solares, totalizando uma potência instalada de 202,585 MW. No último ano, a estrutura garantiu uma média de geração de 78% da capacidade total gerenciada.

Segundo a Coprel, a integração com o Grupo Electra já apresenta resultados práticos. "Embora a parceria seja recente, já observamos ganhos relevantes em eficiência operacional. A atuação imediata na identificação e correção de falhas garante um rápido restabelecimento dos ativos, sustentando elevados níveis de disponibilidade", destaca a equipe técnica do COG.

O futuro da parceria prevê a expansão do uso de novas tecnologias. A Coprel já aplica Inteligência Artificial (IA) em inspeções detalhadas de linhas de transmissão e avaliações de segurança de barragens. O uso de drones e análise preditiva de dados são ferramentas fundamentais para garantir a segurança estrutural e ambiental das plantas operadas.

 

Portfólio gerenciado pelo COG

  • 27 Usinas Hidrelétricas (UHEs, PCHs e CGHs);

  • 3 Usinas Solares;

  • 202,585 MW de potência instalada total sob gestão;

  • 78% de eficiência média de geração em 2025 (158,0 MW médios).

 



 
 
 

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